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O estado de eu

  • Oct. 22nd, 2009 at 11:17 AM
Kirby Sonic
E eis-me a dar um ar da minha graça, simplesmente porque me apeteceu escrever alguma coisa e o Twitter não chega, nem de longe, para dizer aquilo que quero.

Entre Julho e Outubro, perdi 20% de mim. Sim, leram bem: visto que estava a ficar mais gordo do que alguma vez tinha sido e isso podia implicar sérios riscos para a minha saúde, decidi iniciar um plano rigoroso para trazer o meu peso de volta para um nível normal. Como resultado, baixei de 86 kg para 69 kg, graças a uma dieta rígida e bastante exercício físico (sobretudo Dance Dance Revolution). Neste momento já acabei o plano e esforço-me por reencontrar um equilíbrio na minha alimentação. Acreditem ou não, o mais difícil parece ser parar: mesmo depois de acabar a dieta, perdi mais 1 kg, porque não estava a conseguir encontrar lugar para "encaixar" os alimentos que tinha retirado do meu quotidiano durante aqueles 3 meses.

Neste momento, peso menos do que alguma vez pesei desde que era adolescente. Sinto-me bem e não penso que a perda súbita de peso tenha afectado negativamente a minha saúde, já que todo este tempo tomei suplementos para colmatar eventuais carências nutricionais. Agora vivo com temor do meu controlo de peso semanal aos Sábados, porque não penso que seja aconselhável perder mais peso, mas também quero evitar a todo o custo recuperar as banhas. O meu objectivo a longo prazo é ficar permanentemente abaixo dos 72 kg.

Na Fw:Anipop, estive responsável pela secção de vídeojogos, e as coisas correram bastante bem, fora o facto de um dos nossos gentis voluntários ter perdido um comando que tinha oferecido para ser usado nas consolas em freeplay. Cada vez mais coloco em questão o meu contributo para uma comunidade cujo maior prazer parece ser colocar em questão as intenções das pessoas que estão a trabalhar para ela. De graça.

Continuo a escrever para a secção de anime da revista Smash, e isso é das coisas que (ironicamente, dado o que escrevi no parágrafo acima) me dá mais prazer actualmente - porque tenho praticamente a certeza que, algures neste país, há alguém não infectado pelo espírito perverso da comunidade online de anime a ler aquilo que escrevo e a pensar "isto é awesome!", enquanto mal consegue esperar pela próxima edição. Posso estar enganado, mas sonhar não custa.

Desde o princípio do ano, a minha lista de espera de vídeojogos baixou de mais de 60 jogos para 40, mas parece-me que atingiu um pequeno entrave nos últimos meses. Talvez seja altura de reconsiderar o meu compromisso em jogar alguns dos jogos que fazem parte dessa lista, mas quero evitar a todo o custo desperdiçar dinheiro. Acabei recentemente o Battalion Wars II (Wii), e neste momento estou empenhado no Fire Emblem: The Sacred Stones (GBA), Advance Wars: Dual Strike (DS) e Uncharted: Drake's Fortune (PS3). Tantos dois pontos.

Eu e a Jackie temos estado a ver o anime Romeo x Juliet, sobretudo pelo prazer mórbido de ver de quantas formas diferentes se pode assassinar Shakespeare. Estamos no episódio 8 e até agora consegui adormecer apenas 2 vezes.

Se ainda estão a ler isto, digam qualquer coisa. Preciso de feedback. :)

Apatia, meme dos 5 temas

  • Mar. 18th, 2009 at 3:40 PM
Kirby Sonic
Estou estupidamente apático. Também estou à espera de uma despesa de 4 algarismos para o carro que está na oficina. Lá se vai o esforço de poupança.

Ultimamente não me tem apetecido fazer nada senão websurfing e jogar vídeojogos. De resto, é fazer o mínimo para manter o padrão de vida e para não deixar mal as pessoas que contam comigo. De certa forma, sinto vergonha de mim próprio por não aspirar a mais. Espero que seja uma condição temporária.

O meu objectivo pessoal ligeiramente patético: diminuir a lista de espera de cinquenta e tal jogos que acumulei nos últimos anos. Actualmente, estou de volta do Grand Theft Auto: San Andreas. É evidentemente um jogo que não posso jogar na presença do meu filho (a não ser para dar umas voltinhas de carro e ir à pizzaria e à loja de roupas, o que ele aprecia bastante).

Como incentivo para escrever qualquer coisa, e assim quebrar o ciclo de greve de criatividade, pedi ao [info]eolo  para me dar 5 temas aos quais ele me associa, para eu elaborar sobre eles. Isto na continuidade de uma meme em que ele participou. Se quiserem participar, deixem um comentário neste artigo, e eu fornecerei os vossos 5 temas. Aqui vai então:

Balto

- 99% da população mundial não sabe que este filme existe.
- Dos restantes 1%, 99% acha que é um filme para putos produzido à pressão para aproveitar o êxito de "O Rei Leão" durante a primeira metade dos anos 90, na linha de "filmes animados com animais falantes".
- Os restantes 0,01%, talvez saibam que é um filme com algum "star-power" por trás. Foi produzido por Steven Spielberg e pela sua "protegida" Kathleen Kennedy. Conta com as vozes de Kevin Bacon, Bridget Fonda, Bob Hoskins e Phil Collins, e também com o veterano actor de voz Jim Cummings. Tem ainda uma excelente banda sonora de James Horner (Cocoon, Titanic, Aliens, Tróia, e o novo filme de James Cameron, Avatar).
- Mas para 0,0001% das pessoas, este é um filme de referência no contexto de certos "interesses especiais" que não costumam ser bem vistos ou levados a sério entre a população em geral. Para esse punhado minúsculo de gente, Balto é uma inspiração ao nível estético e narrativo, e se bem que essas pessoas saibam que o filme é pouco pretencioso, vão um bocadinho mais além na forma como percebem a mensagem simples mas bem-intencionada transmitida por ele, pela simples razão de se identificarem tanto com ela.

Yep, é um filme "furry".

E eu estou lá, nos 0,0001%.

Yoshi

Lone Ranger e Silver. Lucky Luke e Jolly Jumper. He-Man e Battle Cat. Err... agora não me ocorrem mais pares montador-montada indissociáveis, mas quem lê há de conseguir indicar mais.

E depois... Mario e Yoshi!

Yoshi é um dinossauro que tão destinado estava a ser montado que a selecção natural ofereceu-lhe uma sela natural! (na realidade, é uma concha). Além de poder ser montado para atingir velocidades e alturas de salto inigualáveis, ele tem a incrível capacidade de esticar a sua longa e adesiva língua a uma distância impressionante para capturar inimigos, fruta, criaturas variadas e afins. Como se isso não bastasse comê-los, Yoshi junto insulto à humilhação com a habilidade de os cagar no momento seguinte no interior de um ovo. Rula ou quê?

Eu sei que se os Yoshis existissem, eu havia de querer ter um!

Existem vários Yoshis de cores diferentes. Apesar de toda a obsessão com ovos, continua a não se saber como é que eles se reproduzem.

Lógica

Todos os comportamentos humanos podem ser explicados pela lógica. O que não quer dizer que têm de ser simples. Na verdade, às vezes é tão complicado fazer essa redução, que simplemente não vale a pena. É como tentar compreender como funciona um avião observando todas as suas peças espalhadas num enorme tapete. É praticamente impossível fazê-lo, e no entanto, não há como negar que o avião é composto por aquelas peças, e que todas elas são necessárias para o fazer desempenhar a sua função como pretendido. E por vezes, é possível discernir a forma como algumas delas se encadeiam para realizar certas funções - o que nos faz acreditar que o mesmo tipo de raciocínio se pode aplicar a todo o conjunto.

Da mesma forma, a um nível mais baixo, a lógica humana é explicada pela biologia das células humanas; A biologia pela química; E a química pela física. Está tudo interligado.

Quem se recusa a admitir estas relações, está simplesmente a atirar areia para os próprios olhos, com medo de ver o seu livre arbítrio minado ou de ver minimizado o seu sentido de auto-importância. Porém, haverá coisa mais extraordinária do que saber que, em última instância, os princípios que regem o amor são os mesmos que fazem brilhar as estrelas no céu? 

Lego

Ainda bem que falei em lógica antes disto, porque a analogia das peças no tapete é bem útil para falar disto. Será possível que aquele monte de pedaços de plástico no chão da minha sala pode ser conjugado para reproduzir a imponência de um veículo de assalto imperial AT-ST de Star Wars?

E no entanto, 4 dias depois, lá está ele, em pé, bem exposto para toda a gente ver. Se eu fosse suficientemente inteligente e imaginativo, podia criar uma representação de qualquer outro mecanismo, edifício ou criatura com aqueles pedaços de plástico. E há gente que é paga para isso. Como eu os invejo.

Ainda ontem comprei dois pequenos conjuntos por 3€ cada. Com um conjunto limitado de peças, cada um deles pode ser usado para criar 3 modelos bem distintos, com o processo de construção detalhadamente descrito no sempre excelente livrinho de instruções. E isto sem contar com as milhares de variantes que a imaginação pode produzir. Com apenas umas 30 peças.

Lego foi o brinquedo mais genial do Século XX - e está no bom caminho para também o ser no Século XXI. Desde pequeno que é o meu favorito - e não está para deixar de ser. Imensamente imitado, mas nunca reproduzido.

Geek

Alguém chamou?

A sério, esta palavra está cheia de ambivalência. O que é realmente um geek? O que é que o define? É bom ou mau?

Para mim, ser geek acaba por ser um sinal de egoísmo. Mas um egoísmo obsessivamente direccionado para algo de muito específico e que dá prazer à pessoa em causa - algo tão específico, que é difícil de partilhar com outras pessoas que não tenham esse mesmo gosto. Egoísmo porque o geek tem tendência a colocar o seu gosto num patamar mais alto do que o do seu dever com as outras pessoas ou com a sociedade. O geek gosta de conhecer o alvo da sua admiração a fundo, e orgulha-se disso. É um narcisista frustrado quando não acha ninguém com quem partilhar esse conhecimento.

Parece que só estou a apontar falhas de carácter, não? Muito pelo contrário. Tudo isto é infinitamente preferível à apatia e passividade das massas desprovidas de paixão e dedicação, e que se limitam a aceitar aquilo que lhes é alimentado, e a procurar as coisas que correspondem às expectativas da sociedade. Não que essas pessoas não tenham os seus méritos, mas uma dose moderada de "geekyness" acrescenta um pouco de sal à vida de qualquer um.

Enfim, só esta palavra dava um livro. E tenho a certeza de que existe um, algures.

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Postscript: Peach Girl

  • Jan. 28th, 2009 at 3:15 PM
Kirby Sonic
Eu não queria ter de dizer isto em relação a uma série de 25 episódios que me dei ao trabalho de ver até ao fim, mas Peach Girl é mau. Muito, muito, muito mau.

É como ver um descarrilamento em câmara lenta: uma pessoa sabe que só vai acontecer porcaria ali, mas não consegue tirar os olhos de cima daquilo. A série é a filha bastarda da deusa dos clichés e do deus do sadismo, passada num universo onde as coincidências improváveis são a regra, e um QI emocional de 10 é considerado médio.

Então, temos a nossa bronzeada e ingénua heroína Momo, que passa a história a servir de bola de ping-pong numa partida entre dois rapazes totalmente diferentes mas igualmente idiotas. Excepto que na realidade quem puxa os cordelinhos é Sae, uma sociopata mentirosa compulsiva que, pelo episódio 5, deixa-nos a desejar que a pena de morte existisse no Japão. Excepto que depois, afinal, ela já não é assim tão mázinha, e o que precisava, era de conhecer o que era o amor, e vamos ser todos amiguinhos, tá, e AAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRGGGGGGGGGGGHHHHHHHHH!!!!!!

[info]jackie_tekila é uma auto-confessa fã de novelões shoujo. No fim de Peach Girl, ela já estava a acompanhar-me no exercício de puxar os próprios cabelos em gesto de frustração com a acumulação de clichés batidíssimos, situações forçadas com pé de cabra, e idiotice total por parte dos personagens.

Recomendado a toda a gente que tenha ideia que a sua vida sentimental é povoada de gente estúpida. Não, meus caros, isso não é estupidez. Isto é que é.

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O meu pilhão

  • Dec. 16th, 2008 at 10:48 AM
Kirby Sonic
Vocês reciclam? Eu cá sim. Não que tenha particular orgulho nisso, mas tendo noção de que é algo de importante nos dias que correm, é algo que incuti nos meus comportamentos automáticos.

Papel, plásticos e vidros, despejados semanalmente num ecoponto no caminho para o meu trabalho. Já as pilhas, já é um caso mais complicado: eles bem dizem que os pilhões estão em todo o lado, mas o certo, é que talvez por serem tão pequeninos, escapam sempre à minha atenção. As pilhas usadas acumulam-se num tupperware em minha casa durante meses, antes que tome a iniciativa de ir especificamente à procura de uma das discretas caixinhas vermelhas.

Ontem, na minha largada semanal de recicláveis, reparei extraordinariamente que o meu ecoponto habitual tinha, pela primeira vez, um pilhão anexado ao contentor de plásticos. Que porreiro, pensei eu! Finalmente vou deixar de ir à caça ao pilhão, actividade manifestamente pouco divertida, e posso passar a incluir as pilhas na minha lista de tarefas automáticas.

No último serão, reparei que o meu tupperware, coitadinho, já não aguentava pelas costuras, e por isso resolvi levar hoje as pilhas acumuladas e deixá-las no meu tão desejado pilhão.

Que já não existia.

De ontem para hoje, o pilhão tinha desaparecido daquele tão apetecível lugar.

Porquê? Porque tinha sido retirado dali o pilhão, um mero dia depois de ali ter sido colocado? Mil teorias passaram de rompante pela minha mente: talvez ele tivesse alguma falha, largando as pilhas que nele eram depositadas. Talvez tivesse sido colocado ali por engano, quando era na realidade destinado a algum outro local, sem dúvida longe da minha vista e do meu percurso. Ou talvez tivese sido roubado por algum pilhãoófilo, seduzido pelo conveniente tamanho dos seus orifícios comum e normalíssimo ladrão de pilhões, sendo usado como objecto de decoração caseira dentro de um tema de reciclagem. Pois. É isso mesmo que eu queria dizer.

Em qualquer caso, já eu me afastava, resignado ao destino de ir ingloriamente à caça de um pilhão para colocar as minhas pilhas, quando uma ideia maluca me passou pela cabeça. Tão maluca era a ideia, que me motivou a voltar para trás para a confirmar, apesar de já estar atrasado para o trabalho. Assim fiz, e estacionando perto do tal ecoponto, dirigi-me até perto dele, e espreitei para as suas traseiras, rente a uma cerca, e com uma abertura acessível apenas a insectos e pequenos mamíferos. Tal como tinha previsto, lá estava o tão cobiçado pilhão, de costas para a rua, e totalmente inatingível por qualquer ser humano com mais de 5 anos.

Comecei a pensar: será que o pilhão sempre tinha estado ali, escondido da vista de todos, e naquela segunda-feira, por fortuito alinhamento sideral, os funcionários da câmara tinham resolvido revelá-lo "for one day only", simplesmente para dar um gosto de como as coisas poderiam ser se eles fossem minimamente competentes? Talvez nunca venha a saber. Felizmente, a minha meia-volta fez-me tomar outro percurso que me revelou, a meros 50 metros dali, um outro ecoponto com um pilhão, esse sim, bem acessível. Ironia do destino.

E lá foram as minhas pilhas, até encher de novo o tupperware.

Postscript: Speed Racer (2008)

  • Dec. 5th, 2008 at 5:00 PM
Kirby Sonic
Adaptações de anime para filme de Hollywood? Má ideia! Desculpem, eu disse má ideia? Eu queria dizer, péssima ideia. Até muito recente, a minha opinião era de que, no melhor dos casos, uma adaptação desse género iria resultar em algo como isto:

~
Tenham medo. Tenham muito medo, porque está mesmo em realização uma adaptação de Hollywood de Akira. Produzido por Leonardo DiCaprio.

Aparentemente, Hollywood já tinha nas cartas a ideia de uma adaptação de Speed Racer, esse clássico do camp, desde bem antes da "anime-mania" entrar de rompante na realidade da cultura popular norte-americana. Uma ideia suficiente para me provocar vómitos espontâneos, mas que foram ligeiramente aliviados quando, há uns dois anos atrás, foi revelado que este projecto teria suscitado o interesse dos irmãos Wachowski, e que seriam eles os realizadores da obra.

E porquê o alívio? A razão pode ser expressa numa frase que não consigo traduzir bem para português: they "get" it. Ou seja, eles percebem, eles sabem o que é preciso fazer, eles dominam a periclitante intersecção entre o imaginário geek e o dicionário das convenções de Hollywood. Conseguem imaginar um Speed Racer realizado por um Michael Bay (eek!), um Joel Schumacher (brr!) ou um George Lucas versão-século-XXI? Era essa a ideia que me dava vómitos. Mas com os irmãos Wachowski, e apesar de tudo o que se possa dizer sobre os últimos dois terços da trilogia Matrix, uma certeza nasceu na minha mente: seja mau ou seja bom, não vai ser um filme que vai nivelar o seu público-alvo por baixo.

É claro que os irmãos Wachowski não eram estranhos ao mundo do Anime: as side-stories que constituiam a colectânea Animatrix tinham, na sua maioria, mais méritos do que muita da história principal, e tocaram em cheio no "ponto G" da legião de fãs que Matrix angariou quando apareceu (e esbanjou na sua continuação). A minha esperança foi alimentada quando os irmãos anunciaram a sua intenção de tornar Speed Racer numa verdadeira revolução visual como nunca antes fora visto - um verdadeiro "anime em imagem real", se quiserem usar esta maldita expressão -, e foi confirmada com o lançamento do trailer, que além de me ter convencido que os irmãos não brincavam em serviço com as suas promessas (era, de facto, algo nunca antes visto!), empolou ainda mais as minhas expectativas para o filme.

Não tive, infelizmente, oportunidade de ir ver o filme ao cinema. mas fui sabendo, ao longo do Verão, dos desapontantes resultados de bilheteira. Será que afinal o filme não era tão bom como tudo isso? Será que iria ficar aquém das minhas expectativas, tal como aparentemente não satisfez quem o foi ver? Não deixei, contudo, que estas circunstâncias desvanecessem o meu entusiasmo, de tal modo que prometi a mim próprio oferecer-me as melhores condições possíveis para ver o filme assim que pudesse, de tal forma que foi este o filme que motivou a minha aquisição de um leitor Blu-Ray (uma PS3, na realidade, mas isto é outra história).

Até que, um dia, chegou.

E as minhas expectativas não foram defraudadas. Foram ultrapassadas.

Speed Racer é um filme revolucionário. É um paradoxo. É um filme que não devia ter resultado, mas que resulta brilhantemente a quase todos os níveis. É brilhante demais para o público que queria, e no entanto, deixou esse público a pensar que o filme estava abaixo deles. É uma carta de amor a um mindset que, infelizmente, era demasiado raro para tornar o filme um sucesso financeiro. O meu mindset. Eu senti que aquele era um filme feito para mim.

É visualmente alucinante. É feel-good sem ser condescendente. É vibrante, energético, empolgante de uma ponta a outra. É épico mas íntimo, é simples mas repleto de detalhes. É extraordinariamente fiel à série original, e no entanto é uma reinvenção quase total, e perfeitamente executada. É campy, mas nunca deixa de ser sofisticado. É infantil, mas só na medida da infância que todos nós queremos preservar em nós próprios. E é provavelmente o meu filme favorito dos últimos anos.

A história, para quem não saiba: a família Racer, bastião do fabrico artesanal e do talento familiar no implacável mundo das corridas automóveis, recebe uma proposta de aquisição por parte de uma enorme corporação, graças ao enorme talento do jovem piloto da família, Speed Racer. Contudo, a recusa de se venderem por dinheiro expõe a pequena equipa às realidades da corrupção e da manipulação dos resultados das corridas - até que surge a Speed a oportunidade de expôr toda essa podridão, com a ajuda do misterioso Racer X - e até talvez quem sabe, resolver o mistério por detrás do desaparecimento, anos atrás, do irmão mais velho de Speed, Rex Racer.

É difícil de dizer a quem recomendo este filme, porque é óbvio que não é para todos. Mas se ainda acham engraçados os Hot Wheels - e quaisquer outros brinquedos que vos deliciaram enquanto crianças -, de certeza que é para vocês.

Quem dera a Akira merecer um tratamento assim.

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Querido Pai Natal...

  • Nov. 17th, 2008 at 6:14 PM
Kirby Sonic
... eu sei que tu não existes.

Ou melhor, existes, mas assumiste temporariamente a forma de um dos meus familiares ao qual eu caí na rifa do "Pai Natal Secreto" deste ano, e que deve estar neste momento a coçar intensivamente o couro cabeludo a tentar descortinar o que oferecer a este tão inescrutável familiar na noite de Natal.

Talvez já tenhas pedido algumas dicas a outros elementos mais próximos de mim, e não posso dizer que não faria o mesmo se estivesse no teu lugar. Aliás, parece-me a mim que esta há de ser uma prática bem corrente na nossa nova "fórmula", o que não tem absolutamente nada de mal.

Em qualquer caso, deixa-me dizer-te que não tens nada a temer, e que seja o que for que me ofereças, eu ficarei sempre grato e satisfeito - sim, mesmo depois de sair de perto de ti. Qualquer coisa, quer seja comprada a pensar em utilidade, originalidade ou naquilo que pensas ser o meu gosto, deixar-me-á feliz. A menos, claro, que sejam 25 pares de meias.

Em todo o caso, se quiseres uma dica mais concreta em relação ao que me faz realmente salivar, podes seguir este convenientemente colocado link para a página de compra do jogo Valkyria Chronicles para a Playstation 3 numa loja online de confiança, que é algo que, posso assegurar-te, justificaria um grande sorriso da minha parte.

Se pertences à velha guarda que prefere lojas de betão e vidro, penso que poderás encontrar este título numa qualquer loja da cadeia GAME. Fica um pouco mais caro, mas é como preferires.

Outros títulos que eu pretendo eventualmente obter (nunca antes do Natal), mas que estão ligeiramente abaixo na minha lista de prioridades:

- Little Big Planet (PS3)
- Disaster: Day of Crisis (Wii)
- Naruto: Ultimate Ninja Storm (PS3)

Espero que não consideres grande petulância esta minha orientação, mas eu sei que gostaria que a pessoa que tenho como "alvo" fizesse o mesmo por mim. ;-)

Postscript: Victorian Romance Emma

  • Nov. 17th, 2008 at 4:59 PM
Kirby Sonic
Ena pá, já há aí um milhão de anos que não escrevia um post destes, não era?

Talvez porque só me sinto motivado a escrever uma crítica em duas situações: quando adoro algo, ou quando detesto algo. Como normalmente não me sujeito à tortura de ver coisas que detesto, acho que é seguro dizer que adorei Victorian Romance Emma.

Mas o que é Emma? Bem, lembram-se daquelas séries de época da BBC que se faziam nos anos 80 e que não interessavam ao menino Jesus (pelo menos, era o que o meu eu pré-adolescente pensava)? Sim, Emma é tal e qual uma dessas séries, só que passada para anime, e no processo enriquecida com sérias doses de vitaminas A (de awesome) e W (de win), por muito cliché que isso possa parecer.
 


 
 
Está tudo lá: o retrato minucioso da Londres da época victoriana, com a sua rígida estrutura de classes prestes a desmoronar-se sob o peso da revolução industrial, os seus rituais e preconceitos. Emma é uma jovem e ultra-reservada criada, tirada das ruas por uma benévola mas austera tutora. William é o filho idealista de um industrial novo-rico que subiu na sociedade a pulso, tendo sido educado pela patroa de Emma. Quando se encontram, é amor à primeira vista - mas oh, o que será deste sentimento, numa sociedade tão rígida e cruel? Será que uma mera serva poderá alguma vez ser feliz ao lado de um aspirante a aristocrata? Não percam os próximos 24 episódios, porque nós também não!

Pois é, a história não tem nada de original, e adivinhem que mais: a execução também não! Quer dizer, isso se formos olhar para as tais séries da BBC, porque em termos de anime, toda esta trama reveste-se de uma originalidade e de um tratamento sério e apaixonado que não entrega nada a "moe"zices e outros fetiches do género - uma raridade, no panorama da animação japonesa de hoje em dia. Talvez por isso a série tenha sido um fracasso comercial, e esteve quase para não ser concluída. Mas isso não impede que seja de um interesse extremo - uma "avis rara" em termos de animação.

Pode não ser original, mas tendo em conta que o formato (anime) apela ao meu gosto natural pela animação, que todo o retrato de época está impecavelmente pintado, e que a história de dois amantes superando barreiras aparentemente intransponíveis ao seu amor é algo de primordialmente apelativo desde bem antes de Shakespeare, não houve forma de eu não gostar.

Não é para todos, mas é, pelo menos, algo que recomendo todos a experimentar.

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Kirby Sonic
Um grupo de otakus está a fazer uma petição tendo em vista apresentar à duma japonesa um pedido de legislação que permita o casamento com personagens bidimensionais. O objectivo é recolher o mínimo de 1 milhão de assinaturas. Para já, vão em pouco mais de 500.

http://www.sankakucomplex.com/2008/10/29/otaku-demand-right-to-wed-2d-characters/ (Not very safe for work, nope)

Os fabulosos comentários dos interessados:

“We’ve no interest in the 3D. If we could, we’d like to live in a 2D world. However, with current technology, this is not possible. So at the very least, can we have marriage to 2D characters legally recognised? If this were to come to pass, I intend to marry Asahina Mikuru.”
 

Uma escolha interessante. Pelo menos não quer casar com a Haruhi - isso sim, é masoquismo.

“I’ve been married to Arcueid of Tsukihime for five years now. I’ve no doubt that I want to spend the rest of my life with her. As someone who lives in two dimensions, I’d very much like to support this measure!”

Será que ela sabe do casamento?

Eu cá não sei... se fosse casado com a Mikuru, não havia de ficar particularmente à vontade com a ideia de uma legião de otakus a bater uma enquanto olham para imagens hentai da minha esposa.

Slutty Kitty

  • Oct. 18th, 2008 at 8:54 PM
Kirby Sonic
Oh, a Optimus está a lançar um telemóvel com um tema da Hello Kitty. How cute!

Vejamos a publicidade deste novo merchandise da adorável e inocente Kitty:


0:22 - O que é que eles fizeram à Kitty? AAAAAAAAAAARGH!!!!

A Hello Kitty pode ser o mais descarado dos aproveitamentos capitalistas de uma ideia adorável e inocente, mas isso não quer dizer que a tenham de a vestir como uma slut!

Já nada é sagrado neste mundo.

Primeiro Contacto

  • Oct. 14th, 2008 at 6:00 PM
Kirby Sonic
Não era para aparecer um OVNI gigantesco hoje para resolver todos os problemas da humanidade?

Ah, pois era!

Devo admitir que tenho acompanhado isto com algum divertimento (e até mesmo uma certa antecipação) durante as últimas semanas. Mas apesar disso, quando chegar dia 15, não vou ter um colapso cerebral, como é previsível que suceda às pessoas que investiram o seu tempo, dinheiro e sobretudo credibilidade nisto.

Bem, dia 14 ainda não acabou. Fiquem atentos aos céus!



Live long and prosper.

O top da animação

  • Sep. 30th, 2008 at 11:01 AM
Kirby Sonic
pessoal do NeoGAF está em polvorosa devido à divulgação pelo site Rotten Tomatoes de um Top-50 de filmes de animação que, dizem os meus congéneres geeks, é uma treta desgraçada.

O que há que compreender, é que o tal Top-50 não passa de uma escala "tomatométrica", ou seja, que está ordenada pela percentagem de opiniões positivas sobre cada filme por parte de todos os críticos nos quais eles conseguiram meter as mãos. Além de o sistema já ser deficiente à partida (por considerar apenas opiniões positivas ou negativas, em vez de uma escala, como no IMDb), expõe as falácias deste género de agregações.

Uma das grandes lições que podemos aprender na vida, é que uma pessoa é inteligente, mas muitas pessoas juntas, têm a inteligência de uma amiba com Alzheimer. O mesmo sucede aqui: um crítico pode ter um gosto bom ou mau, mas é gosto. Fazer a média de uma multidão de críticos, não é gosto nenhum: é como pegar em todos os melhores ingredientes do mundo, deitar ao molho para uma panela, e esperar que saia de lá a melhor sopa do mundo. É uma hipótese num milhão de sair alguma coisa de jeito.

Eu posso não ser crítico de cinema, mas adoro animação, e por isso aposto que o meu Top-30, apesar de poder não corresponder ao vosso gosto, revela mais gosto do que uma panela cheia de críticos. Aqui vai ele:

1 - The Lion King
2 - The Iron Giant
3 - Mononoke Hime
4 - The Incredibles
5 - Hercules
6 - Fantasia 2000
7 - Ratatouille
8 - Sen to Chihiro no Kamikakushi
9 - Millennium Actress
10 - South Park: Bigger, Longer and Uncut
11 - Les Triplettes de Belleville
12 - Aladdin
13 - Happy Feet
14 - Sinbad: Legend of the Seven Seas
15 - Who Framed Roger Rabbit?
16 - Lilo & Stitch
17 - Shrek
18 - Finding Nemo
19 - Tonari no Totoro
20 - Metropolis
21 - An American Tail
22 - Toki wo Kakeru Shoujo
23 - The Emperor's New Groove
24 - The Hunchback of Notre Dame
25 - Neko no Ongaeshi
26 - Paprika
27 - Atlantis
28 - Treasure Planet
29 - Chicken Run
30 - Interstella 5555

Todos os meus perdões a todos os filmes que ainda não vi e que bem possivelmente poderiam fazer parte desta lista (Wall-E e Kung Fu Panda, estou a falar com vocês).

O que é que acham desta lista, e quais são os vossos filmes de animação preferidos de sempre?

Há um mês...

  • Sep. 25th, 2008 at 2:51 PM
Kirby Sonic
... que não roo(*) as unhas!

E eu roía as unhas desde... sei lá quando!

Felizmente, décadas de dentadas não me deram cabo completamente das unhas, ao contrário de algumas pessoas que vejo, às quais já só restam uns cotinhos na ponta dos dedos.

No outro dia fui a uma reunião, e fiquei espantado quando reparei que era o único presente que tinha as unhas num estado decente! Inédito!

E agora, já nem sequer me dá vontade de as roer - apesar de ainda as morder bastante.

Agora estou a gozar as vantagens de ter as unhas com um tamanho respeitável - incluindo ser capaz de abrir facilmente latas de bebidas, de melhor coçar as costas da Jackie, e de arranhar a fazer doer, se preciso for.

À partida, nunca pensei que ia conseguir - mas a motivação era forte: ajudar a [info]jackie_tekila  a ganhar prática no tratamento de unhas. E é fantástico o que uma motivação assim pode fazer por uma iniciativa.

Vocês roem as unhas?

(*) - Palavra esquisita, não?

It's brawl time!

  • Jul. 16th, 2008 at 5:14 PM
Kirby Sonic
Finalmente tenho o Super Smash Bros. Brawl, e que beleza é! Depois de concluir o modo de aventura (que é pornografia para fãs Nintendo, com as suas dezenas de cutscenes com personagens bem familiares a agirem de forma mais badass do que nunca), entreguei-me à tarefa de desbloquear todos os personagens - só me falta o Wolf, mas mesmo ele não perde pela demora.

No âmbito do clube de vídeojogos da Anipop, vou, como já tinha planeado, organizar um torneio do jogo em breve. Estava a pensar no dia 26 de Julho, mas infelizmente parece que já há algo planeado para esse dia, pelo que tive de adiar para o dia 16 de Agosto - não podia ser dia 2, porque é o meu aniversário, nem dia 9, porque é o dia do suposto-hipotético almoço de celebração conjunta.

Com esta data, corro o risco de ter o torneio às moscas, por isso comecei cedo com a promoção em pelo menos 6 sites e fórums diferentes.

Alguém aqui tem alguma boa ideia para evitar que o torneio seja um fiasco?

O travesseiro como mediador

  • Jul. 12th, 2008 at 10:03 AM
Kirby Sonic
Chego à conclusão que o melhor momento para duas pessoas que estão juntas terem uma conversa a sério é na cama, às escuras, na hora de dormir.

Como só queremos adormecer, vamos directo ao assunto para abreviar a conversa, e como estamos partidos de cansaço, não nos exaltamos, mesmo quando o assunto ou as conclusões não são do nosso agrado.

Consumismo update powah!

  • Jul. 8th, 2008 at 2:35 PM
Kirby Sonic
Como a variedade na minha vida, hoje em dia, é predominantemente definida por aquisições materiais, jogos jogados, séries de anime vistas e pouco mais, aproveito a ocasião para falar sobre os objectos que entraram ou estão prestes a entrar na minha vida, nos tempos mais recentes:

- ZonBox HD+DVR

Eu já tinha uma televisão de alta definição - só me faltava ter programas em alta definição para ver nela. Bem, graças à nova set-top box da Zon, agora posso orgulhosamente dizer que tenho dois canais em alta definição - mesmo que para isso tenha que me sujeitar aos milhentos bugs do equipamento que parece não ter sido testado como deve ser. Ou seja, estou a pagar para ser beta-tester.

E quais são os canais em HD? National Geographic e MOV (séries e filmes foleiros, salvo raras excepções). O primeiro já me oferece uma imagem espectacular, para minha satisfação e justificação do meu investimento e chatice. De resto, como posso ter acesso aos canais que só estão disponíveis no serviço digital (como a Fox, MTV Music, Nickelodeon e... er... outros), já me dou por satisfeito. Agora, era bom que eles limassem as arestas do serviço, porque ainda tenho que passar por muitos aros só para que a box não crashe a cada 15 minutos...

- Telemóveis para todos!

Finalmente, eu e a [info]jackie_tekila decidimos ir para a frente e comprar os telemóveis novos que queríamos - eu, porque o teclado do meu Nokia 3650 estava a desfazer-se de podre, e ela, porque o firmware do Nokia 6151 dela estava tão avacalhado que nem sequer era capaz de configurar Internet ou MMS.

Aproveitámos então umas promoções de 30% de desconto na loja online da Vodafone para comprar os nossos novos "acompanhantes" - sempre Nokia, questão de confiança.

Para mim, um Nokia N73, porque queria manter a versatilidade da plataforma Symbian Series 60 que já tinha no 3650, e para a qual está disponível uma quantidade enorme de software gratuito na Internet.



Para ela, um Nokia 6288, por causa da estética, funcionalidades bastante boas, ecrã grande, câmara de 2MP, e sobretudo um preço muito em conta para tudo isto. É, contudo, um bocadinho mais "gordinho" do que ela estava à espera.


Com isto, esperamos não precisar de novos telemóveis durante muito, muito tempo.

- Luminous Arc (DS)

Um RPG de estratégia para a DS, comprado usado a um amigo. É uma versão americana, porque tanto quanto sei, o jogo não saiu na Europa.



- Super Smash Bros. Brawl (Wii) - ENCOMENDADO

O jogo obrigatório deste Verão para a Wii - e que me está a chatear bastante porque nunca mais se apresenta nas lojas portuguesas, apesar da data de lançamento europeia já ter passado. Acabei por encomendar numa loja online inglesa, e deve chegar lá para o final da semana, com alguma sorte. Finalmente, vou poder organizar o primeiro torneio do clube de vídeojogos da Anipop!



- Gurren Lagann Vol. 1 (Region 1 DVD) - ENCOMENDADO

Quando uma série é assim tão AWESOME, uma pessoa não se pode ficar pelos fansubs. É altura de dar crédito (literal) a quem o merece, comprando os DVD's, que hão de ficar muito bem na minha colecção. É a primeira vez desde há anos que encomendo DVD's de região 1 - ah, a nostalgia! Apesar da capa apresentada abaixo ter o logotipo da ADV, o DVD comercializado é publicado pela Bandai, que "surripiou" os direitos da série na sequência de um desentendimento entre a ADV e o licenciador japonês.



- Figura Kamina de Gurren Lagann - PRÉ-ENCOMENDADO

Porque toda a gente é GAR pelo Kamina, esta figura PRECISAVA de ser comprada. Vai fazer companhia à Noriko de Gunbuster e à Nono de Diebuster - e só há pouco reparei que só tenho figuras 1/8 de personagens da Gainax. Isso terá de ser corrigido, mas quem é que os manda fazer séries tão AWESOME?



Myke Greywolf, over and out!

Postscript: Tengen Toppa Gurren Lagann

  • Jul. 1st, 2008 at 12:31 AM
Kirby Sonic
Na última edição do Postscript, dei a minha opinião pós-visualização sobre Nodame Cantabile, uma série onde jovens inteligentes e refinados praticam uma forma de arte milenar com delicadeza e dedicação incomparáveis.

Pois bem, desta vez, nada poderia ser mais diferente. Em Gurren Lagann uma cambada de broncos arrasa todos os inimigos que lhes aparecem à frente numa espiral sempre crescente de profundamente fabulosas batalhas de mechas coroadas por gloriosos fogos de artifício, e tudo ao mesmo tempo que parecem estilosos ao fazê-lo.


Gurren Lagann é a Gainax a ir buscar às gavetas de 4 décadas de anime de robôs gigantes todos os clichés possíveis e imagináveis que se podem associar a este género com grandes tradições nesta arte, misturar todos eles num enorme caldeirão, e servi-lo escaldante, numa festa de arromba, a multidões ávidas de acção e estilo, ao mesmo tempo que grita a todos os que o tentaram antes: "estão a ver, sacanas, nós fazemos melhor que vocês!". É para os mechas e a "space opera" aquilo que Re:Cutey Honey foi para o ecchi e as magical girls.

É a mistura perfeita de adrenalina, testosterona e awesome em estado puro, que nos envolve do primeiro ao último minuto num redemoinho de golpes extravagantes, batalhas devastadoras, discursos inspiradores, vilões ameaçadores, fan service q.b., e que quando chegamos ao fim, deixa-nos pasmados em como uma viagem de 27 episódios pôde parecer tão curta, e com uma ressaca do caraças após esta jornada alucinante.

O argumento, apesar de tomar papel secundário face à execução, corresponde a uma história primordial e com a qual todos se podem identificar: a humanidade, confinada a subterrâneos por forças opressoras poderosas, reemerge graças ao esforço, luta e inspiração de um grupo de combatentes encabeçados por 3 figuras que vão ficar para a história - não só desse universo, mas também do anime enquanto forma de entretenimento.

É brilhante, e sobretudo, super-hiper-mega-kickass, e recomendado por mim a todos os seres que tenham sangue vermelho a correr nas veias.

O trailer, porque vocês merecem:

Um caso de amor e ódio.

  • Jun. 23rd, 2008 at 10:44 AM
Kirby Sonic
JRPG's. Como podem ser tão lindos, e ao mesmo tempo tão estúpidos?

Por um lado, histórias épicas e inspiradoras com personagens cativantes e carismáticos, à maneira do anime de que eu gosto.

Por outro lado, combates aleatórios repetitivos a cada 30 segundos e forçar o jogador a sessões de jogo de 1 a 2 horas, sem possibilidade de gravar.

A minha tolerância pelos contras é meramente suficiente para me durar um jogo de 60-80 horas - mas não acho que isso vá acontecer durante muito mais tempo, por isso os programadores estão de aviso: ou livram-se desses aspectos idiotas da vossa fórmula de jogo, ou perdem-me como cliente.

Fora isso, Skies of Arcadia Legends é AWESOME!

A palavra mais estúpida do mundo...

  • Apr. 24th, 2008 at 2:36 PM
Kirby Sonic
... talvez seja "acreditar".

Por causa de "acreditar", fizeram-se (e fazem-se) as piores burrices da história da humanidade.

Também se fizeram muitas coisas boas, mas não me tentem a fazer o balanço total.

E isso para não falar do desastre que é a própria palavra em termos retóricos. Quantas discussões já não tive sobre a diferença entre "não acreditar" e "acreditar na negativa"?

Na minha opinião, "saber" é uma palavra muito mais interessante.

Qual é a palavra mais estúpida do vosso dicionário?

Coisas que eu gostava de ouvir - 2

  • Apr. 23rd, 2008 at 11:24 AM
Kirby Sonic
"Fazias falta tu."

Sinto-me tão dispensável, hoje em dia...

Frakking whispering cylons!

  • Apr. 21st, 2008 at 3:49 PM
Kirby Sonic
Não sei se mais algum dos meus amigos no Livejournal acompanha Battlestar Galactica (a nova série, não a dos anos 80 - farto-me de realçar isto). Eu tenho a certeza de que pelo menos a [info]jackie_tekila  acompanha e gosta da série, porque tenho-me a mim próprio como testemunha ocular disso. Porém, acho que este é o melhor - e único - sítio que tenho para resmungar sobre aquilo que mais me irrita no raio da série, que é excelente e fabulosa em todos os outros aspectos, e que mesmo depois de quatro seasons (e a actual deverá ser a última, infelizmente), continua emocionante como no primeiro dia.


Não sei se sou só eu e a Jackie que pensamos assim, ou se será nosso equívoco ou burrice, mas será que mais ninguém acha irritante que todos os personagens da série parecem apenas ser capazes de comunicar através de sussurros semi-incompreensíveis?

Posso não ter a melhor compreensão de inglês falado do mundo (apesar de achar que a tenho muito boa), mas consigo acompanhar qualquer série ou filme em inglês americano sem precisar de legendas. Mas quando chega um novo episódio de Battlestar Galactica, muitas vezes eu a Jackie vemo-nos às moscas, porque todos os actores parecem pronunciar as suas falas como se fossem segredos que não querem que os espectadores saibam!

Eis alguns exemplos de diálogos de Galactica:

Six: bshtbhsthbshtbhstbhstbshtbshtonetruegodbshtbshtbhst?
Gaius Baltar: mumblemumblemumblecylonsmumblemumblemumbleAdamamumble...

Entretanto, noutro lugar da nave:

Laura Roslin: bshtbshtbshtbshtLeebshtbhstbshtbsht.
Bill Adama: mumblemumblemumbleKaramumblemumblefrakkingcylonsmumblemumble!

Enfim, alguns actores da série são piores que outros (e o Baltar é o pior de todos), mas quase todos parecem dispostos a convencer-me que sou incompetente na compreensão de inglês. E isso, meus caros, é irritante.

Alguém concorda comigo? Ou será que estou a dar em doido?